4 Fatos importantes para o mercado de Energia Solar

No mês de Setembro, boas notícias marcaram o momento positivo das energias renováveis e, também da energia solar fotovoltaica.

1. Lei aprovada na Califórnia que estabelece que, até 2045, toda eletricidade venha de fontes renováveis

Na segunda-feira, 10/09/2018, o governador da Califórnia, Jerry Brown, assinou uma lei que exige que o setor elétrico do Estado norte-americano deixe de produzir eletricidade a partir de combustíveis fósseis até 2045, ou seja, toda energia produzida deverá vir de fontes renováveis ou de outras fontes livres de carbono.

O movimento para aprovação dessa lei, recebeu apoio de grupos ambientais, da saúde pública, líderes locais e internacionais, empresários que se preocupam com questões relacionadas com as mudanças climáticas, conforme Reuters. Vale destacar que, a Califórnia é o estado norte-americano com maior capacidade instalada de sistemas solares com quase 23 MW de potência, segundo a SEIA.

Nas palavras do presidente da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, “a Califórnia comprova que a transição para uma sociedade verdadeiramente sustentável está em pleno curso e depende principalmente de atitude política e compromisso com a vontade da população, o respeito à saúde e ao meio ambiente, enfrentado, caso necessário, interesses espúrios que resistam ao progresso e ao interesse coletivo”.

No Brasil,vive-se a expectativa da revisão da resolução 482 / 2012 (modificada pela 687 / 2015) que deve acontecer até 31 de dezembro de 2019. Especula-se que esta revisão seja mais favorável ao ponto de vista das distribuidoras de energia principalmente no que diz respeito à revisão de custos do uso do sistema de distribuição por parte dos prossumidores.

2. Brasil atinge a marca de 350 MW de potência instalada em geração solar distribuída

O bom momento é visível, os números comprovam isso, no mesmo dia 10,  o Canal Energia divulgou que o Brasil atingiu a marca de 350 MW de potência instalada advinda de sistemas Fotovoltaicos conectados à rede, segundo mapeamento da Absolar (cerca de um terço disso, aproximadamente 100 MW são acompanhados por sistemas de monitoramento nacionais, como o SolarView). O percentual ainda é pequeno comparado aos 150 GW da matriz energética nacional. Contudo, o crescimento é expressivo, contínuo e merece ser comemorado.

3. Encontro com a ANEEL sobre as mudanças futuras no mercado GD

Na última quinta-feira, 27, no auditório da FIESP em São Paulo, ocorreu o DEBATE COM A ANEEL SOBRE A REN 482: O FUTURO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA. Na oportunidade, foram apresentados os números e os desafios para o mercado da GD fotovoltaica por parte dos integrantes da direção da ABSOLAR, incluindo a importância do mercado de geração distribuída para a geração de emprego, renda e para a movimentação da economia. De outro lado, os representantes da ANEEL comprometeram-se em ouvir as solicitações e incluírem na pauta de discussões para que se busque um equilíbrio nas mudanças futuras.Para a conclusão da revisão, os próximos passos contemplam:

  • Uma audiência pública no primeiro semestre de 2019 para elaborar a minuta do texto da Resolução Normativa;
  •  Uma reunião pública no segundo semestre de 2019 para revisão das regras e definição das datas de entrada em vigor das mudanças.

4. Novo programa para incentivo às energias renováveis 

Na mesma quinta-feira, no Rio de Janeiro, o governo federal anunciou um novo programa para incentivo às energias renováveis. Trata-se de duas linhas de crédito do BNDES para o  financiamento de sistemas de geração de energia à partir de fontes renováveis para pessoas físicas e jurídicas.

O valor total das  linhas de crédito chegam à cerca de 2,2 bilhões de reais, segundo Ministério do Meio Ambiente. Uma das linhas é do programa FINAME, voltada a condomínios, cooperativas, empresas, produtores rurais e pessoas físicas. Outra é do Fundo Clima, voltada para pessoas físicas e microempresas. A menor taxa de juros dessa linha é de 4% ao ano, com carência de 24 meses e pagamento em até 12 anos.

Estes números positivos têm reflexo na aceitação da população. Um levantamento realizado pelo Ibope neste ano comprovaram que a fonte fotovoltaica conta com apoio de mais de 85% da população. Além disso, a ANEEL registra mais de 38 mil sistemas de geração distribuída,que atendem mais de 44 mil unidades consumidoras. Outro fator importante para esta expansão foram as linhas de financiamento. Tanto os bancos públicos quanto privados e também as cooperativas de crédito lançaram linhas de financiamento específicas para a energia solar, facilitando o acesso aos sistemas.

Não é por acaso que os presidenciáveis incluíram as energias renováveis e os sistemas fotovoltaicos em seus programas de governo. E você pode conferir mais detalhes em as propostas de 9 candidatos à presidência para o setor de energia.

Esperamos que as notícias positivas continuem e que a próxima revisão da ANEEL considere a importância das medidas que vêm sendo tomadas para a evolução do mercado e dos benefícios da geração distribuída para a sociedade, a economia e o meio ambiente.

Talvez, sejamos nós, os próximos a noticiar ações como as da Califórnia. 

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